sábado, fevereiro 10, 2007

Planisfério Pessoal


O livro Planisfério Pessoal foi, depois do encravanço no Sumiço da Santa e no Mau Tempo no Canal (apesar da qualidade dos livros e dos autores), lido descontraidamente em alta velocidade. A leitura de viagens passa num instante; como as próprias viagens, aliás. E é óptima para recuperar o ritmo de leitura.

O Planisfério relata a viagem à volta do mundo, por terra e mar, do viajante Gonçalo Cadilhe, que a foi contando em directo para o Expresso e mais tarde compilou parte neste livro.

... 'carrocel' Maia na Guatemala, Belize e península do Iucatão, caminhada Inca para Machu Pichu, o fim do mundo em Ushuaia, pit stop em Moorea para recuperar as forças, Indonésia com as suas praias, montanhas e templos budistas, … Angkor Vat - expoente máximo da civilização Khmer.
Afeganistão e Irão talvez noutra altura, agora não obrigado, trekking na Bulgária, e a Ligúria para fechar.
Estes são muito, muito, muito resumidamente os pontos altos da viagem. Resumidamente até porque a volta ao mundo relatada no livro percorreu 19 meses ao longo de 38 países.

(fotos de monumento Maia, Machu Pichu e Angkor Vat).

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O referendo - a semântica da coisa

pena - substantivo feminino
1. castigo; punição;
2. DIREITO sanção aplicada pelo tribunal ao autor de um crime;
3. DIREITO pena de prisão sanção punitiva de um crime, proferida por um juíz após realização de julgamento, que priva alguém da liberdade, e que é cumprida em estabelecimento prisional do Estado;
(Do lat. poena-, «id.»)

despenalizar - verbo transitivo
1. isentar de pena;
2. DIREITO abolir as sanções previstas pela lei para (acto, comportamento, substância, etc.);
(De des-+penalizar)

A frase "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
significa então se concordamos com abolição/isenção da pena actualmente existente para quem pratica IVG, nas condições mencionadas, i.e., se realizada por opção da mulher, nas 10 primeiras semanas, em estabelecimento autorizado. Ou se, pelo contrário, concordamos com a aplicação de uma pena, i.e., castigo/punição/sanção aplicada pelo tribunal a quem faz uma IVG nestas condições.

Se o NÃO sair vencedor, o Estado NÃO pode legislar no sentido da despenalização destes casos. Se o SIM sair vencedor o Estado TEM OBRIGAÇÃO de o fazer.

É tão somente isto que está em causa. Tudo o resto é dar a volta ao texto.

E no Domingo cada um deverá dizer se concorda ou não com a despenalização. Ambas as opções são válidas.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Liberalitas Julia

Haverá melhor destino que o Alentejo para uma escapadela de um dia de relax?... Ainda por cima acompanhado de um mergulho na História, recordando épocas em que os dias se sucediam devagar, devagarinho, sem a espiral de stress em que se tranformou o nosso quotidiano...

Passamos a ponte em direcção ao Sul e metade dos problemas ficam para trás, filtrados nas águas do Tejo; seguimos pela A1 e, de repente, virando à esquerda em direcção a Évora (ebora, ebora cerealis, liberalitas julia) desligamos automaticamente dos restantes que ainda nos acompanhavam.

Ainda antes de chegar a Évora, o milagre da Vida em demonstração ao vivo e a cores: uma ovelha a dar à luz um par de gémeos

e o monumento megalítico a celebrar a fertlidade (faltou a bolinha no canto da foto...)
E o Cromeleque dos Almendres, local de culto dos astros e da natureza, quiçá de rituais religiosos e de encontro tribal dos antigos alentejanos.
E no fim da viagem, descubrimos que o templo de Diana não existe. O templo romano aí existente dedicava-se provavelmente ao culto do imperador e não de Diana… Por isso me explicavam onde era o templo ROMANO quando perguntava pelo de Diana.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Ar.Co

Com a Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual - talvez a escola de fotografia com maior currículo em Portugal - complementamos o (agora) quarteto de escolas de fotografia a estudar.

Apontador acrescentado ali ao lado.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

APCL



José Cura e Luís Represas no concerto ontem no pavilhão atlântico da Associação Portuguesa Contra a Leucemia. O site da associação é muito explicativo: o que é a doença, o que faz a associação, como ajudar, etc...

(os progressos feitos por esta associação criada por Duarte Lima têm sido fantásticos no aumento de dadores. e às vezes o dador é a única diferença entre o fim ou o continuar da vida.)

Lisboa-Dakar

Chegou ao fim mais um Dakar com muito deserto, montanha, savana e emoção. Muitos desafios desportivos e humanos para os concorrentes superarem.

... os concorrentes e não só porque quem quis ver a competição em Portugal teve também muitos desafios para superar: eu fiquei parado 3 horas na estrada, em fila na auto-estrada, com a GNR a bloquear a saída de Grândola e a obrigar os carros a seguirem para Sul. Tivemos que deixar o carro a vários kilómetros dos locais de espectáculo e fazer uma caminhada de mais de uma hora pelo meio do mato para conseguir ver alguma coisa. Demorámos tanto tempo que já não vimos as motos nem os primeiros carros. Apenas conseguimos dar um alô á Elisabete Jacinto:


Bem, para o ano há mais...

Bruges

O combóio leva-nos de Bruxelas a Bruges em menos de uma hora. Ghent fica a meio do caminho mas Bruges tem tanto para ver que um dia acaba por ser curto.

Bruges é a capital da província da Flandres Ocidental e Ghent a capital da Flandres Oriental, de história riquíssima era o estado mais poderoso da europa no século XI e mais tarde foi grande financiador das descobertas. Mais tarde com o açoreamento dos canais que a ligavam ao mar conheceu um certo declínio a par de Bruges que viram surgir Antuérpia como porto mais importante da região.

Mais tarde não só a Flandres mas toda a Bélgica, entalada entre a França a Alemanha e com a Grã-Bretanha do outro lado do canal foi sempre terreiro para estes vizinhos gordos resolverem as suas desavenças tornando célebres nomes como Waterloo, Ypres ou La Lys pelos piores motivos.

chegada a Bruges. Uma cidade bem preservada onde apetece morar...
o Markt. Forma com o Burg a dupla de praças centrais de Bruges.
passeando pelo centro
a torre Belfort com vista privilegiada sobre o centro
o Markt à noite com as iluminações natalícias
Madona e o menino na catedral de Bruges. Uma das raríssimas esculturas de Miguel Ângelo fora de Itália
à espera do barco para passear pelos canais
e já no barco percorrendo os canais desta Veneza do norte...

Bruxelas

Depois do fds de 1Dez em Dublin chegou a vez do feriado de 8Dez com mais uma micro-viagem, desta feita a Bruxelas. Tal como Dublin, Bruxelas não era destino previamente planeado mas acabou por se concretizar.

Pensámos que Bruxelas se visse num abrir e fechar de olhos pelo que planeámos também uma visita a Ghent e outra a Brugges. Afinal não só Bruxelas se revelou mais interessante que o esperado como Brugges mostrou ser uma cidade muito agradável, com tantos pontos de interesse que já não sobrou tempo para visitar Ghent. Fica para a próxima.

Em Bruxelas conhecemos basicamente 3 zonas: a zona da Grand Place, no seu estilo neo-gótico colorido, a zona do palácio do rei e a zona do Atomium.

A Grand-Place é provavelmente uma das mais belas praças do mundo(!) classificada como património mundial pela UNESCO em 1998, em Dezembro com as decorações de natal a colorirem os seus diversos estilos que passam pelo neo-gótico ou pela art deco, impressiona pela riqueza das fachadas dos seus edifícios. Além da câmara municipal distribuem-se pela praça as sedes das Guildas, i.e., das associações profissionais de artesãos e pequenos comerciantes.

O Atomium é um monumento construído para a Expo'58 de Bruxelas que acabou por se transformar num símbolo da própria cidade. Com um pequeno museu de objectos da década de 50 e um restaurante no último piso o Atomuim pode ser visitado por dentro. Da bola mais alta temos um excelente ponto de observação sobre a cidade de Bruxelas (ponto de observação que abana como o raio quando lhe dá o vento!!!).

fachada neo-gótica na Grand-Place
a noite a cair na Grand-Place (apesar da meteorologia ter ajudado as viagens de inverno têm sempre este inconveniente: os dias são mais curtos!)
pormenor de uma fachada, ainda na Grand-Place
le cygne na guilda dos talhantes
le renard na guilda dos vendedores ambulantes
o miúdo mijão de Bruxelas - Maneken Piss
menos conhecida que o seu 'irmão', a Janeken Piss
o parque europa com miniaturas dos monumentos dos estados membros da UE em primeiro plano e o atómium lá ao fundo, já iluminado com o cair da noite
Art Deco na fachada do museu dos instrumentos musicais que foi em tempos um armazém de uma cadeia comercial inglesa
o restaurante do museu da BD onde nasceu (e agora se homenageia) a obra de Hergé e seus pares

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Dublin

Aproveitando o feriado de 1 de Dezembro fomos até Dublin. Não era um destino previamente planeado, mas diversos factores acabram por transformá-la no destino desta micro-viagem.

Conhecemos uma cidade agradável de gente simpática e um modelo de modernidade. E ficámos com curiosidade para mais tarde conhecermos o 'countryside' numa viagem mais demorada.

Dublin é uma cidade muito organizada e a Irlanda parece ser um país onde tudo funciona. As pessoas são simpáticas e fazem juz à fama de bons bebedores enchendo os pubs à noite com gargalhadas e boa disposição.

A História da Irlanda é que não foge muito dos conflitos com os vizinhos ingleses desde há centenas de anos. Mas os capítulos futuros da História que os irlandeses estão agora a construir arriscam-se a ser bem mais harmoniosos e prósperos para os seus habitantes!

a catedral de Saint Patrick, o padroeiro da Irlanda. Também ela testemunho da história irlandesa: erguida em homenagem a St Patrick, tranformada em estábulo pelos ingleses, recuperada pela família Guiness.
Liffey, o rio que deu vida a Dublin
a fábrica da Guiness. A Guiness faz parte da história da própria Irlanda e é hoje um dos motores (talvez o mais potente) da economia irlandesa
a visita ao museu da fábrica da Guiness termina na esplanada do último piso com uma vista fantástica sobre a cidade de Dublin. bom para quem não tem vertigens saborear a guiness oferecida.
as célebres portas de Dublin; cada uma na sua cor para facilitar o regresso à casa certa após uma noite de copos...
o passeio de combóio ao longo da costa a Sul de Dublin, em direcção às terras altas de Wicklow, até Bray é bastante agradável, no entanto o mar irlandês é escuro. falta qualquer coisa a este mar, diferente daquele a que estamos habituados
a imagem do corvo em Bray parece confirmar que há mares mais alegres.
Powerscourt. O palacete recuperado, situado no meio do campo a Sul de Dublin propício para uma escapadela de Dublinpara conhecer o campo e provar os produtos típcos da região. (em Dublin comemos em típicos restaurantes italianos, paquistaneses, goeses e nepaleses. por acaso só aqui provámos o tradicional guisado irlandês. bem bom!)
um país que funciona! um pouco caro é certo, mas muito civilizado e evoluído

terça-feira, janeiro 23, 2007

Canon 400D

O comparativo entre as 'bombas' - Canon 400D e Nikon D80 - que marcam a referência de qualidade nas máquinas fotográficas digitais SLR para o mercado de consumo.

E a crítica completa à Canon com o vídeo explicativo da última inovação: o sistema automático de limpeza!