segunda-feira, abril 04, 2005

Top Dive of the Month - Mar05

Bonnie's Arch, Grand Cayman

IMI

É o novo nome da Contribuição Autárquica.

Nesta matéria o Estado devia ser o primeiro a dar o bom exemplo e a forçar a transaparência destas transacções. Começou a fazê-lo alterando as taxas da SISA e IMI de modo a que todos passassem a declarar os valores reais das aquisições dos imóveis. No entanto, no ano passado portou-se como o pior dos mafiosos, obrigando os contribuintes a pagar impostos que não deviam sob a coacção de penhor e arresto de bens.

Explicando: alguém comprava uma casa, avaliada pelas finanças num valor que lhe daria uma isenção de pagamento de IMI nos primeiros X anos. O pedido de isenção era feito mas nunca se obtinha resposta pois as finanças, antes de se dignarem sequer responder, aguardavam que novas avaliações fossem feitas. O problema é que estas não estavam a ser feitas! E a quem não pagasse logo, surgia a ameaça de lhe penhorarem a casa recém-comprada.

Este ano a nota de dívida não vai ser emitida enquanto as avaliações não forem feitas. Mais detalhes aqui no Público e na TSF.

Gostaria muito que se despachassem pois ainda falta a devolução do que foi pago indevidamente o ano passado. E não queria nada seguir os exemplos que o Estado dá, senão daqui a pouco estou a deixar uma cabeça de cavalo aos pés da cama do responsável de finanças da minha zona... Capisci?

sexta-feira, abril 01, 2005

Life Aquatic

Fui ver o filme 'Um peixe Fora de Água'. Comédia parodiando a vida de Jacques Cousteau, com Bill Murray, Cate Blanchet, Willem Dafoe, Jeff Goldblum,... Tinha tudo para ser um filme espectacular...

Mas nem sei como qualificar o filme. Filme, mais estranho, este!... No início só me apatecia vir embora, depois fui achando piada e quando terminou nem percebi se valeu o tempo gasto...

Talvez o melhor tenha mesmo sido o fim, quando quase todo o público se manteve sentado, enquanto passava o genérico final com Seu Jorge como pano de fundo tocando seu violão e cantando.

Blogosfera Bearish

A blogosfera anda em baixo.

Entre blogs que viraram publicação livresca, blogs que se transformaram em calendário de tournées, blogs que desaparecem com as eleições, blogs mortiços e blogs com autores exilados no Alentejo profundo, é imenso o silêncio que se abateu sobre a blogosfera.

Alô! ôôôô... Está cá alguém? ...guém?... ém?....

quinta-feira, março 31, 2005

14

Ao escrever o post anterior surgiu-me a dúvida: catorze ou quatorze?

Parece ridículo! E chateia-me porque me prezo de ter uma quarta classe bem tirada. Enfim, bloqueios. Ou talvez não, senão vejamos o que dizem as ciberdúvidas do Sapo:

Pergunta/RespostaSendo catorze derivado de quatorze < quatordze < quattordece por quattuordecim por que motivo é incorrecto quatorze, se esta última respeita melhor a origem da palavra? Não tenho dúvidas que quanto à pronúncia a melhor é catorze, mas hesito quanto à escrita por considerar a origem da palavra, pois parece-me, embora o Ciberdúvidas mostre o contrário, ser possível a grafia das duas formas em português. Estou errada? Então porquê? (Liseta Neto )
Quatorze, com u pronunciado, é a variante corrente no Brasil. Em Portugal o u deixou de se ouvir, enquanto no Brasil continuou a proferir-se. Ambas as palavras estão certas, cada uma na sua variante da língua portuguesa.

E assim acontece. Um momento de cultura linguística no blog.

Lhotse


O jornal Público prepara-se para acompanhar a expedição de João Garcia ao Lhotse, pico irmão do Evereste e um dos catorze com mais de oito mil metros de altitude existentes no nosso planeta.

Eu vou seguir. Aqui.


Não sou alpinista mas tenho uma certa curiosidade por este tipo de aventura. O mais perto que estive do Evereste foi na subida ao Pico, nos Açores. E já foi um desafio e tanto! Ficou-me a experiência como referência pessoal para desafios futuros.

E o gozo que deu chegar ao cume, vencer o obstáculo, foi indescritível! Calculo que seja algo assim (provavelmente exponenciado porque a vista dos Himalaias e o facto de estarmos acima do limite vertical - aprox. 7.900m - devem ser sensações únicas!) o que leva estes alpinistas a pôr em risco a sua integridade para chegar lá acima...

quarta-feira, março 30, 2005

Quinta das lágrimas

"A Quinta das Lágrimas entrou para a família dos actuais proprietários em 1730. Antes disso, a Quinta tinha já pertencido à Universidade e a uma Ordem Religiosa. Actualmente a Quinta das Lágrimas acolhe um requintado hotel de charme, pertencente à cadeia Relais&Châteaux. A Quinta é um local apaixonante, recheado de história, de lendas de amor e de recantos a descobrir."

Subscrevo e acrescento 5 pontos (telegraficamente, porque trabalhar é preciso!):

1) As obras que decorrem ao lado da Quinta, da responsabilidade dos donos da Quinta(!), enquanto não estiverem concluídas, roubam-lhe parte do encanto. Obviamente!
2) O SPA é boooom! (Começo a ficar mal habituado!)
3) Nada melhor para terminar um fds romântico que o local que evoca o grande amor de Pedro e Inês de Castro. Ainda que algo trágico pois foi aqui que mataram Inês, na Fonte das Lágrimas junto à Fonte dos Amores, nos jardins da Quinta. Mas enfim, as maiores histórias de amor eram sempre trágicas.
4) José Miguel Júdice anda a investir bem o seu dinheiro. Mais património 'todo recuperado'.
5) E assim se fecha (a quadratura do círculo) de um fds fantástico, acabando como começou, com a ligação histórica entre a Quinta e o Bussaco, já que Wellington foi um dos visitantes mais ilustres da quinta.

E por fim ... obrigado Nefertiti pelo fantástico fds proporcionado!!!

Aqui nasceu Portugal

Não há que enganar! É o que se lê na muralha, logo no início da zona histórica de Guimarães. Muito bem conservada, diga-se. E com vida: está repleta de cafés, restaurantes e comércio tradicional.

É verdade, ainda existe comércio tradicional! E com preços pré-euro, posso garantir. O maior feito foi mesmo a compra de uma fantástica lanterna (que não me fazia falta nenhuma mas obviamente não podia deixar escapar a excelente oportunidade de negócio) por 0,60€. 60 cêntimos! com pilha incluída! Isto já não existe em lado nenhum! Onde é que em Lisboa se compra o que quer que seja por 0,60€? Só se for um papo-seco!...
Gostei de ver. Tudo recuperado e, principalmente, com vida! Creio mesmo que o centro histórico de Guimarães é classificado pela UNESCO de património da humanidade.

Lá mais em cima, ainda no centro histórico, o imponente castelo, a capela onde foi baptizado D. Afonso Henriques e os Paços dos Duques de Bragança, hoje museu e também completamente recuperado. Não me canso de repetir este promenor do 'tudo recuperado' porque é muito bom ver que o nosso património já não está todo a cair de podre. Ainda há muito por recuperar mas já não falta tudo. E, quem sabe, um dia ainda vamos conseguir recuperar o património histórico português fora de portas que existe por essa América do Sul, África ou Ásia. Pelo menos aquele ao qual a Gulbenkian sózinha não consegue chegar.

E, continuando o passeio, a tradicional subida à Penha para observar a cidade de Guimarães no seu todo. A zona histórica bem demarcada, o imponente estádio novo, e uns mamarrachos meio desgarrados. É impossível eliminá-los, mas ao menos que seja assim, fora da zona central das cidades.

E com a chuva que caía, bom mesmo estavam a piscina interior e o jacuzzi do hotel!

terça-feira, março 29, 2005

Bussaco

O Palace Hotel Bussaco faz parte das imagens que fui guardando em criança na pasta do nosso cérebro onde guardamos as favoritas.

Lembro-me de lá ter passado quando era miúdo nas voltas pela História em que os meus pais me levavam a mim e ao meu irmão. O Palace ficava no caminho de uma dessas viagens que nos levou até à Guerra Peninsular e às invasões napoleónicas.

O edifício em particular é espectacular! No seu estilo manuelino faz lembrar um palácio de conto de fadas. Nunca fui muito fã destes contos m'ravilhosos mas sempre guardei a imagem do Palace associada a um sítio onde queria voltar.
Sexta feira passada fui lá parar. De surpresa, o que tornou a viagem ainda melhor. Fui apenas almoçar, porque dormir fica para quando o tempo estiver melhor e, assim, permitir a exploração dos diversos trilhos existentes na mata circundante do palácio.

O restaurante é muito bom. O serviço é impecável e a comida e os vinhos não ficam atrás. O preço é que é upa, upa, puxadote, mas uma extravagância de vez em quando só faz bem! No interior do palácio, as paredes trabalhadas, as fotos, os painéis, as tapeçarias e demais ornamentos guiam-nos pela história do nosso país.

O Palace foi um dos últimos legados da nossa monarquia e é hoje um tesouro meio perdido no interior do nosso país. Perdido só para quem não o quiser encontrar.

segunda-feira, março 28, 2005

Net lenta

Não sei se por causa do meu proxy ou do blogger.com, a Net hoje está demasiado lenta para bloggar. Espero que amanhã a situação melhore porque ainda tenho uma série de posts sobre a Bahia em atraso e mais uns quantos deste fds!...

Certamente repararam como neste fds fomos invadidos por franceses e principalmente por espanhóis! Mas não há motivo para alarme: estive a verificar as nossas linhas no Buçaco e as muralhas em Guimarães e estamos preparados para os receber. Tanto o Palace Hotel do Bussaco como os hotéis de Guimarães estavam cheios.